PROJETO DE LEI LEGISLATIVO Nº 4750/2022 - Processo: 3784/2022
Ementa
DISPÕE SOBRE DENOMINAR DE RUA AGENOR DO NASCIMENTO DE OLIVEIRA,A RUA 7 NO BAIRRO RESIDENCIAL JARDIM DAS HORTENCIAS NESSE MUNICIPIO.
Texto Integral
Art 1º. - Fica denominada de Rua AGENOR DO NASCIMENTO DE OLIVEIRA, a atual rua -7 no Bairro RESIDENCIAL JARDIM DAS HORTENCIAS, localizada no município de Rondonópolis e dá outras providências;
Art 2º. - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentarias próprias, suplementadas se necessário.
Art 3º. - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Justificativa
Agenor do Nascimento de Oliveira – Conhecido como Agenor Mandioca nasceu em 13/03/1906, apesar de na data do registro civil constar outra data, devido à falta de obrigatoriedade de registrar as crianças à época de seu nascimento. Baiano de Ibitiara fez parte de uma família de 21 irmãos, sendo que 5 morreram ainda crianças.
Sua primeira vinda ao estado de Mato Grosso ocorreu por volta de 1920, veio sozinho e sua viagem durou aproximadamente um mês, feita a cavalo, barco a vapor, trem de ferro e caminhão. Trabalhou no garimpo das Pombas, após um ano no garimpo retornou à Bahia para buscar seus pais, dessa vez a viagem foi a cavalo. No garimpo seu pai Manoel de Oliveira, montou comércio, comprou terras e criou gado. Ele também trabalhou no garimpo das Pombas por alguns anos, depois também foi tropeiro de gado. Sua primeira passagem por Rondonópolis foi como tropeiro, ele contava que o ‘pouso’ era na atual praça dos Carreiros, que naquela época era o único local que tinha uma casa e algumas mangueiras, sob as quais os tropeiros armavam as redes para passarem a noite.
Em 1951 veio para Rondonópolis, já casado e com família formada. Da união de quase 30 anos com Porcina Rodrigues nasceram oito filhos, destes ainda estão vivas: Maria e Iolanda.
Aqui trabalhou como carroceiro, transportando pequenas cargas, depois como pequeno comerciante. Após o desquite adquiriu uma esquina de lotes na Avenida Amazonas com a Rua Rio Branco e construiu alguns salões e um pequeno sobrado. Ali fixou residência no sobrado e locou os salões para se manter, em 1979 constituiu nova união familiar com a jovem Laura de Oliveira. Apesar da diferença de quase 50 anos de idade entre o casal, eles viveram juntos até a sua morte e tiveram dois filhos Ângela e Agenor Filho, este nasceu quando o pioneiro contava 82 anos. Dos filhos do segundo casamento restou apenas a primeira filha Ângela.
Aqui em Rondonópolis, a família do pioneiro, ficou conhecida como a família das “Mandiocas”, porque ficaram impressionados como o solo da região era propicio para o cultivo da raiz, e como bons baianos, gostavam de plantar a mandioca para consumo. Aqui na cidade também estabeleceram residência os irmãos de Agenor: Alózio (da Casa do Pote), Maria (viúva de Efren Caminschi) e Ercília (a vó Ercília da escolinha), todos já falecidos.
As características marcantes do Sr. Agenor Mandioca era o gosto pelo comércio, a honestidade, a capacidade de reaproveitar os materiais em uma época que pouco ou nada se falava sobre reciclagem, sempre proveu sua família, tanto na parte material como na afetiva. Criou com a mesma responsabilidade seus filhos e netos afetivos como se fossem de sangue. Sempre primava pela verdade, pela honestidade. E tinha uma mente aberta para ouvir aos mais jovens e também gostava de partilhar suas histórias com todos. Quando já passava dos 90 anos e saía pela cidade ficava admirado com a proporção que Rondonópolis ia tomando, sempre dizia admirado: “isso aqui era só o mato! ”
Em 22/02/2008, faltando poucos dias para completar 102 anos, Agenor faleceu às 18h00min horas, no Hospital Regional de Rondonópolis em decorrência de uma Pneumonia. Foi sepultado no Cemitério de Vila Aurora no jazigo onde estão seus pais: Manoel e Clara Rosa, e um dos seus irmãos, o Deputado Estadual Amorésio de Oliveira eleito em 1950 pelo PTB.
Quando completou seu centenário disse que queria de presente paz e boa vivência com todos. Ele sempre foi adepto da paz, dizia que é melhor um mau acordo que uma boa briga. Pessoas pacificadoras são raras e merecem ser lembradas, ainda mais nos tempos de hoje que a humanidade e o amor ao próximo são tão necessários e ao mesmo tempo escassos.
Finalizo citando o filósofo Mário Sérgio Cortella: “Morrer é ser esquecido.” ou ainda, “Não somos imortais, mas podemos ser eternos, pela importância daquilo que fazemos ficaremos inesquecíveis.”
Sendo assim, ao homenagear um pioneiro que contribuiu para o crescimento da cidade, mostramos o quanto a nossa gestão valoriza as pessoas de bem, que trabalham em prol de nosso município e, ao mesmo tempo incentivamos que os outros moradores sigam o bom exemplo e ajudem a nossa cidade a prosperar ainda mais.
Análise Inteligente do Projeto
Áreas de Abrangência do PROJETO DE LEI LEGISLATIVO
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