PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 038/2024 - Processo: 2467/2024
Ementa
DISPÕE SOBRE CONCEDER A MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO DOM FREI WUNIBALDO GODCHARD TALLEUR, A IRMÃ MARIA CIBAÍBO OSSEMER E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
Texto Integral
MARILDES FERREIRA, Vereadora - PSB da Câmara Municipal de Rondonópolis, Estado De Mato Grosso, no uso das suas atribuições legais em conformidade com o Art. 190 e seguintes do Regime Interno Desta Casa de Leis conceder a MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO DOM FREI WUNIBALDO GODCHARD TALLEUR, a Irmã MARIA CIBAÍBO OSSEMER e dá outras providências.
Justificativa
Irmã Maria Ossemer, Natural da cidade de Rio do Sul (SC), ela entrou para a Companhia das Irmãs Catequistas Franciscanas ainda em 1945 e, aos 22 anos, nasceu em 07 de fevereiro de 1927, hoje com 97 anos de idade.
Chegou aqui em 1949 para somar forças com outras irmãs que já estavam aqui, irmã Maria Romani e irmã Maria Bona.
Irmã catequista FRANCISCANA Maria Ossemer, uma das “Três Marias”, freiras católicas que fundaram a Escola Sagrado Coração de Jesus, ainda no ano de 1949, instituição que foi fundamental para a fixação das primeiras famílias na cidade e também para o desenvolvimento econômico de Rondonópolis, formando os primeiros professores e ajudando a cidade a se tornar o pólo de desenvolvimento e educacional que é hoje em dia.
Irmã Maria Ossemer quando se aposentou como professora que teve uma vida dedicada à educação, aos mais pobres e principalmente aos índios Bororos, se muda para uma aldeia e onde também formou uma escola, que hoje forma professores para ilustrar os mesmos dentro da sua própria cultura e modo de vida.
Veio para Rondonópolis a pedido de Dom Wunibaldo para ajudar na Diocese de Rondonópolis era o começo, não tinha escola e tinha muitos doentes.
Depois de 1953 construíram a escola e a cidade começou a ser povoada.
Um dos fatos mais marcante foi quando ela pensou que ia morrer de tanta fraqueza, de tanta fome que sentia. Era muito trabalho para pouca comida. Depois, surgiu a primeira farmácia, mas não tinha médico. Mas mesmo assim, era feliz por sair de Santa Catarina onde tinha de tudo, para vir para Rondonópolis onde não tinha nada.
Quando veio para o estado de Mato Grosso, inicialmente pensando em trabalhar com os índios, mas ela acabou trabalhando por muitos anos entre os “brancos”, ajudando a fundar escolas em Rondonópolis, Pedra Preta, Guiratinga, Jaciara e Juscimeira, antes de poder se dedicar ao seu projeto original.
Mas depois realizou seu sonho amor de Irmã Maria pelos indígenas Bóe-Bororo, com quem ela viveu na Aldeia Korogedu Paru (Córrego Grande) durante 23 anos.
Irmã Maria, cujos dois nomes étnicos tradicionais são Čibaibo (Arara Vermelha) e Tuwagówudo (Estrela da Manhã), este ano no seu aniversário pediu de presente que a levassem para visitar seu povo Bororo pela última vez.
O seu desejo da Irmã Maria foi realizado.
Na Aldeia, a Comunidade nos recebeu no báito (a Casa Cerimonial Tradicional Bóe-Bororo). Entre abraços e lágrimas de alegria, iniciou-se o ritual de boas-vindas: uma mulher entoou, ao som do “bapo” (chocalho) tocado por um homem, o canto de gratidão.
As pessoas presentes rodearam Čibaibo Tuwagówudo e a reverenciaram.
Após sua visita disse: gora eu posso morrer em paz”.
É, mas uma coisa é certa: ela vive e sempre viverá enquanto existir Bóe-Bororo de Korogedu Paru.
Hoje se sente feliz por ter contribuído para o crescimento desta cidade maravilhosa, aqui deixando sua dedicação, amor, muito trabalho e seu legado.
Gratidão irmã Maria Ossemer.
Análise Inteligente do Projeto
Áreas de Abrangência do PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO
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ANEXO (30544351.pdf)
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Decreto Legislativo n. 1709 (17884547.pdf)
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